As tais tão esperadas férias da minha vida chegaram...sim, porque eu nunca tirei férias, desde que me conheço por gente eu nunca tive férias, só aquelas mais conhecidas como "coletivas". Daí me pus a planejar, planejar e planejar, e no final, percebi que nem precisava planejar tanto. Tudo do mais divertido aconteceu sem o menor planejamento... e o que estava planejado nem aqueeeele brilho tinha. Pois então, eu não vim aqui escrever sobre o luxo de poder tirar as tais férias, mas sobre a imensidão a qual fui exposta.
Olhando lá de cima da montanha de Mammoth, na Califórnia, eu sentei e fiquei quieta, em um silêncio só meu, daquelas coisas nossas que ninguém rouba e que são as que mais nos valem e nos fazem crescer. Naquele silêncio que ecoava dentro de mim eu presenciei (clichê) : como o mundo é grande e como somos pequenos. Mas não é só isso pelo cru significado da frase, é mais, é sentir-se sem fôlego, sem palavras por estar em lugar assim...como posso dizer? Diferente. Diferente daquilo que os olhos estão acostumados a ver, do que estamos acostumados a ouvir, falar e sentir. Talvez seja bem comum pros que lá ficam e bem diferente, para eles, seria: estar dentro do carro no trânsito na cidade de pedra ou na praia ao som dos vendedores ambulantes com um sol escaldante.
E naquele meu silêncio momentâneo, eu notei que aquela placa alí podia ter mais de um significado, podia não, ela tinha, pelo menos para mim. Realmente só quem se arrisca, quem pula, que luta são os tais "experts" porque aquilo não é para qualquer um, mas não é mesmo...olhando lá de cima, aquele "abismo"é o que a gente chama muitas vezes de oportunidade, que só quem aprende e se "joga" é que se diverte e sabe a delícia que é estar no meio do tudo (ou do nada) consigo mesmo com a adrenalina aos picos....descendo pela montanha, em uma prancha ou em um sky. Uma coisa eu senti: aquilo é único. Essa sensação é única.
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