Nua e crua, a realidade

"Hoje acordei, não muito feliz, não muito triste
Daí piorei
E ao longo do dia tudo foi piorando
Até que uma hora comi como se nunca tivesse comido na vida
Feijoada, suco, chocolate, pirulito e sorvete
Entristeci mas continuei com fome
Vomitei, botei tudo pra fora
De nervoso, tristeza, ansiedade
Agora é café
E conformidade.

Tenho equilíbrio e confiança nos meus desejos
Tenho que ter paciência, pois ela não só uma virtude
É a cura da gastrite e dos problemas no coração
Tenho que ter mais memória, pra lembrar
Que eu aceito as coisas que não podem ser mudadas
Que não dependem de mim

E quando eu lembrar disso em 100% do tempo
Quando eu viver esses 99% do meu tempo sem as crises da feijoada
Quando eu parar de achar que eu ainda não faço isso
E acreditar que além de já fazer e lembrar,
Eu tenho é que acreditar no que eu faço, no que eu lembro
E principalmente no que eu escrevo

Aí sim, eu vou poder tomar quantos sorvetes quiser,
porque eles não entrarão e nem sairão de mim
por causa de uma crise que não tem fim"

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