"Kony é o líder do Exército da Libertação do Senhor, uma milícia cristã fanática que captura crianças para servir a seus propósitos. O grupo é acusado de obrigar os meninos a virarem soldados e as meninas escravas sexuais. Kony atua em Uganda desde o fim dos anos 1980. Ele está na lista de “terroristas globais especialmene designados” dos EUA desde 2008. Por conta disso, o governo americano tem fornecido apoio logístico e financeiro a Uganda, incluindo o envio de assessores ao país.
Dirigido pelo ativista Jason Russell, o filme Kony 2012 tem narrativa sentimental, técnicas publicitárias e alto nível de produção. No site da campanha, há links para o envio de mensagens para 20 “realizadores da cultura”, pessoas como Mark Zuckerberg, Justin Bieber e George Clooney, que “quando falam, o mundo ouve”. Muitas celebridades já aderiram, como a cantora Rihanna, o rapper P Diddy e a apresentadora Oprah Winfrey.
O filme levantou uma série de discussões e questionamentos. Uma das principais acusações contra ele é de que simplifica demais um tema complexo e profundo. O próprio diretor Russell já admitiu isso, dizendo que foi intencional.
Outra acusação recorrente contesta a idoneidade da ONG Invisible Children. Como mostra este infográfico publicado pelo Guardian, o dinheiro que chega aos ugandenses é uma porcentagem pequena do total arrecadado." (Blog do Estadão)
ONG acusada de gastar indevidamente dinheiro proveniente das doações
Outra questão controversa prende-se com as doações feitas à Invisible Children. Muitos têm acusado a organização de doar apenas uma pequena parte do dinheiro às reais causas ugandesas, mas a organização já veio explicar que se trata de um mal entendido.
Apenas 32% dos fundos foram gastos, em 2011, em serviços diretos, de acordo com o relatório do grupo. O resto foi gasto na produção do filme, salários, e despesas de viagem e de pessoal.
Jason Russell, co-fundador da Invisible Children e narrador do filme, disse à CNN que o grupo não é uma organização tradicional de caridade. "Nós não somos uma organização que faz um trabalho incrível no terreno se quiser financiar uma vaca ou ajudar alguém numa aldeia ... isso é apenas um terço daquilo que fazemos", disse Russell.
"Trabalhamos fora da caixa tradicional do que pensamos que é a caridade", disse à CNN. "Temos três filmes: o que é viral, o movimento, que é de voluntários reais em todo o mundo, e a missão - para parar Kony e reabilitar as crianças afectadas pela guerra através da reintegração, educação e construção empregos para a comunidade", explicou.
No barómetro que avalia a independência das organizações de caridade, Charity Navigator, a Insivisible Children teve uma avaliação global de três em quatro estrelas, mas apenas duas para "prestação de contas e transparência".(http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/kony-o-video-que-esta-a-gerar-po_2903.html)
Uma explicação do NY Times sobre o vídeo:
E um comentário da República Centro Africana:
Campanha anti-Kony é um ganho a mais, segundo Bangui
(http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2012/2/11/Campanha-anti-Kony-ganho-mais-segundo-Bangui,81641be9-c7fd-4cc7-9cfa-62e3735e561c.html)
Já na revista Exame: "Kony 2012' divide internet entre apoio e polêmica
Alguns analistas do conflito consideram que a mensagem simplifica o problema e, inclusive, manipula informações sobre os meninos-soldados"
(http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/kony-2012-divide-internet-entre-apoio-e-polemica-2)
Agora é tirar a nossa própria conclusão... a minha é que só indo lá pra entender o que se passa, pelo menos é isso o que eu faço em tudo na minha vida, eu mesma procuro ter a minha opinião.
Rumo a Uganda.
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