Das surras? Não. Dos tropeços que damos.

(pra quem reclamou que não escrevo nem divago mais)


Fazendo referência a um post que gosto muito (“Das surras que nos damos”. 4/4/11), a arte de não tomar mais essas surras também é boa, principalmente do ponto de vista que você começa, antes de tomar a tal surra, a tropeçar...sim! Tropeçar é melhor que tomar a surra! (ou pelo menos AGORA parece ser). A justificativa para isso é que quando você se dá conta (o tropeço) ainda dá tempo, tempo de analisar, de chorar, de espernear, de refletir, de gritar e até de consertar! (será?! Tomara...)

Enfim, vamos ao post atual.

Sou daquelas que tem (ou tinha) a péssima mania de correr, com muita coisa. E uma coisa é certa, a gente pode até correr, mas de olho aberto sabe? Não sei explicar (prometo que vou tentar), mas é mais fácil quando se está sóbrio, são, calmo, olhando um pouco de longe, ficando um pouco distante, fácil de se olhar. Olhar de verdade, ver, detalhar e até...MEDIR! (para um bom engenheiro isso faz uma diferença “monstra”)

E tem aquelas dias que você simplesmente nem percebe, mas olha, sente e vê várias coisas...mas várias que eu digo, são váááárias:

Que a vida não parou MESMO para NADA na SUA vida. Nem pra vc ser feliz, nem pros seus dramas, muito menos para que você juntasse as porcarias dos seus cacos quando os terremotos aconteciam. E olha que de terremotos eu ando entendendo.

Que colocar a sua expectativa lá no alto nem sempre é muito bom, principalmente dependendo da fase em que você se encontra.

Que os seus valores, voltam a ser SEUS valores, SEMPRE. Mesmo que demore um pouquinho, mesmo que você mude um pouquinho, mesmo que você aprenda um pouquinho. E isso, você vai enxergar sempre mais claramente quando subir em um banquinho, quando der talvez um passinho para trás ou até quando se distanciar um pouquinho da situação. Esse é o desapego momentâneo. E ele funciona, é ótimo! É assim: você se desprende por alguns instantes, TENTA ser imparcial que tudo fica mais fácil....Isso é também mais conhecido como: Quando n”ao esperamos mais muito das outras pessoas, muita coisa morre ou apenas adormece dentro da gente e fica mais fácil ver de fora, visto que agora se está mais de fora do que “de dentro”.

E por fim, que a gente tem que deixar de ser tonta e fazer e viver com o que nos faz bem e feliz! Dane-se o resto! Se a vida necessita de hipocrisia? Talvez um pouco. Se a vida necessita de um pouco de “esperteza”? Talvez muita. Mas, o que importa é a gente estar bem aqui dentro, do peito, da alma, do coração e ver que não que sejamos extremistas em pensar que não somos auto suficientes, mas que também não sejamos extremistas em pensar que somos dependentes.

E nesse tropeço, que foi a iminência da surra, ou até uma prevenção à surra, já deu pra ver que a gente só pode competir é com a gente mesmo. Pra ser melhor, a cada dia, o melhor do nosso melhor, porque aí o resto, esse, vai ser realmente o resto; bom ou ruim.

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