A paz da guerra

Aí você acorda e se olha. Você lutou que nem militante para conquistar seus chocolates, seu sol, seu travesseiro e seu sorriso, pra estar lá pelos 100% e de repente vem um trem bala e te atropela. Daí, você, aos trancos tenta se levantar e passa uma alma desalmada e diz que você não andou mudando nos últimos tempos, que você é que enxerga as coisas de forma errada. ERRADA? E lá tem certo e errado? Muito do certo é o errado e quase todo o errado é certo. E eu que enxergo essa porra ERRADA?! Não. Ah, não mesmo.

Dos dias que se acorda e se olha, e as coisas correm mecanicamente, esses....esses dias são os piores. Bons são aqueles que a gente vive. Mesmo que triste, pensando, feliz, agitado, calmo...ou não, ou qualquer outra coisa. Fazer as coisas mecanicamente achando que vai fazer o tempo passar mais rápido só dói. Dói no peito, porque além de custar mais a passar, vai ter passado um tempão e como você não viveu e não pensou, quando o fizer, vai parece que tudo foi ontem. Daí não vai doer, vai gangrenar.

No antro do meu equilíbrio, no antro do que quero e no antro do “errado” que me parece certo e que me faz bem, eu desejo paz. Mesmo que ela seja uma “guerrinha”, mas que seja paz. Mesmo que ela seja agitada, sem muitas noites de sono, mas que seja paz. Mesmo que para isso eu tenha que alagar meu quarto, ou não. Não me tira do meu centro, não me tira do meu eixo, eu não quero mais falta de paz, eu não quero mais falta de sossego. Eu só quero borboletas no estômago, das mais sinceras e sem preconceito.

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